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O custo real de um produto importado: além do FOB

O custo real de um produto importado vai muito além do custo FOB, já que…

O custo real de um produto importado vai muito além do custo FOB, já que este representa apenas a quantia paga ao fornecedor internacional pela mercadoria embarcada no país de origem, sem qualquer outro componente que faça parte de todo o processo logístico.

Em outras palavras, o valor FOB funciona como uma base inicial, mas todo o restante da operação de importação depende de etapas que adicionam despesas muitas vezes capazes de alterar o custo final da mercadoria.

Por isso, neste texto, apresentamos cada uma das despesas que costumam surgir em um processo de importação, além do custo FOB.

O custo real de um produto importado: além do FOB - Nexo

Transporte internacional e custos associados

Assim que o fornecedor entrega a mercadoria, todos os custos e riscos passam para o comprador a partir desse ponto; a partir daí, uma série de despesas começa a surgir.

O primeiro deles é o frete internacional, composto pelo frete básico + taxas + sobretaxas, além das taxas de origem (THC, Taxa de Emissão de BL, Taxa de Segurança e Vistoria, etc.) e taxas de destino (Capatazia/THC, Taxa de Liberação de BL, ISPS, Gate Charge, etc.).

As tarifas de frete cobradas variam conforme o tipo de carga, valor da mercadoria, peso, volume, trajeto percorrido entre a origem e destino e as condições de mercado. Já as taxas de origem e destino variam conforme o porto de embarque e desembarque escolhido.

Seguro internacional e a cobertura adequada

A contratação do seguro internacional é uma das etapas mais subestimadas de todo o processo de importação, uma vez que a sua contratação não é obrigatória, apesar de ser mais que necessária.

Muitos importadores deixam de contratar um seguro acreditando que a cobertura oferecida pelo transportador é suficiente. Contudo, a sua responsabilidade é limitada e, em caso de sinistro, a indenização costuma ser muito inferior ao valor da mercadoria.

O seguro internacional acrescenta ao custo total da operação o valor do prêmio cobrado pela seguradora, que varia conforme o tipo de mercadoria, histórico de sinistros do importador, origem, destino e modal de transporte utilizado.

Apesar de representar um percentual relativamente pequeno sobre o valor total da operação, sua ausência pode transformar um incidente logístico em um prejuízo irreversível.

Armazenagem alfandegada

O terminal cobra por período que a carga fica armazenada até que o processo de despacho aduaneiro se conclua.

Essa cobrança varia de acordo com o terminal, o tipo de carga e o período de armazenagem, considerando que os valores são cobrados de forma progressiva.

Tributos

Diversos tributos federais e estaduais incidem sobre a importação, sendo eles:

Imposto de Importação (II):

Calculado sobre o valor aduaneiro (Valor FOB + Frete + Seguro) da mercadoria importada e suas alíquotas variam conforme a NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) e podem ser consultadas na TEC (Tarifa Externa Comum).

Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

Calculado sobre o valor aduaneiro acrescentado do II e suas alíquotas também variam conforme o código NCM e estão previstas na TIPI (Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados).

PIS/PASEP-Importação:

Contribuição social federal que incide sobre o valor aduaneiro e sua alíquota padrão é de 2,1%.

Cofins-Importação:

Também é uma contribuição social federal que incide sobre o valor aduaneiro e sua alíquota padrão é de 9,65%.

Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)

Imposto estadual que possui uma base de cálculo mais complexa composta pelo valor aduaneiro + II + IPI + outros impostos, taxas, contribuições e despesas aduaneiras efetivamente pagas à repartição alfandegária até o momento do desembaraço aduaneiro, incluindo o próprio ICMS. Vale ressaltar que as alíquotas do ICMS variam conforme o estado, devendo ser consultada a legislação da UF de destino.

Taxa de Utilização do Siscomex

Taxa cobrada pela utilização do sistema informatizado da Receita Federal do Brasil (RFB) para o registro e controle da operação de importação, sendo cobrada uma taxa por declaração + valor por adição de mercadoria.

Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM)

Incide sobre o valor do frete marítimo e sua alíquota padrão é de 8%.

CIDE-Combustível

Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico que incide sobre a importação de combustíveis.

A depender da classificação fiscal da mercadoria importada, podem existir também a cobrança de antidumping, medidas compensatórias ou cotas tarifárias que impactam diretamente o custo real de um produto importado.

Um erro na valoração aduaneira ou na classificação fiscal da mercadoria pode gerar exigências adicionais, multas e atrasos que ampliam ainda mais o orçamento.

Custos ocultos

Além das despesas diretas citadas, para saber o custo real de um produto importado, é preciso considerar também as despesas indiretas, tais como:

  • Taxas de câmbio e tarifas bancárias: precisam ser consideradas para o pagamento do fornecedor internacional e do frete internacional, que geralmente é cobrado em dólar. Aqui a atenção precisa estar nas variações cambiais que podem ser significativas e aumentar ainda mais o valor final do produto importado.
  • Taxas administrativas: valores que correspondem aos honorários do Despachante Aduaneiro, taxas para emissão da Licença de Importação (quando aplicável), serviços de courier, emissão de certificados (quando aplicável), entre outros custos.
  • Demurrage de contêiner: quando a carga é conteinerizada, essa multa é cobrada quando o contêiner vazio é devolvido ao terminal fora do prazo acordado (free time). Isso muitas vezes ocorre quando há atraso no desembaraço aduaneiro.

Esses componentes não aparecem de forma clara, mas influenciam de maneira decisiva o custo final da operação e a rentabilidade do produto.

Transporte interno

Depois do desembaraço aduaneiro, o importador ainda precisa transportar a mercadoria do recinto alfandegado até o destino final pela modalidade rodoviária. Esse custo envolve:

  • Frete-Peso;
  • Ad-Valorem;
  • Pedágios;
  • Impostos;
  • GRIS (Gerenciamento de Risco);
  • Taxa de coleta e entrega;
  • Taxa de urgência (quando aplicável);
  • Taxa de restrição de trânsito (quando aplicável); entre outros.

O frete interno pode parecer simples no planejamento inicial, mas quando se trata de longas distâncias, restrições de tráfego, necessidade de equipamentos específicos ou contratação urgente podem elevar o custo real de um produto importado.

Integração de todos os elementos no cálculo final

Ao somar todos os elementos é possível chegar ao custo real de uma importação, muitas vezes denominado de custo da mercadoria colocada no estoque.

Esse valor reflete, portanto, o investimento real necessário para que a empresa nacionalize o produto e o libere para comercialização no mercado interno.

Uma importação bem estruturada nasce de uma análise completa que inclua simulação de preços, planejamento das etapas, controle documental e monitoramento de todas as fases da operação, para assim, evitar surpresas ao longo do processo e custos adicionais que possam até inviabilizar a operação.

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